domingo, 11 de setembro de 2011

REAL FORTE PRINCIPE DA BEIRA


Real Forte do Príncipe da Beira
(1776-1783)
         Os constantes conflitos entre portugueses e espanhóis, que remontam ao Tratado de Tordesilhas, e, constantemente desrespeitados pelos portugueses devido a falta de interesse espanhol em explorar a região, agrava-se ainda mais após o fim da União Ibérica (1640), e a descoberta de ouro no Vale do Guaporé.
            Os portugueses cada vez mais se firmavam no Vale do Ouro, assegurando suas conquistas na região, que foi garantida pelo Tratado de Madri (1750), entre Portugal e Espanha, que reconhecia legalmente as pretensões portuguesas sobre a Bacia Amazônica.
            Nesse contexto, a ordem da Cora portuguesa era construir fortes para proteger seus limites, coibir o tráfico ao longo dos rios Guaporé e Madeira e auxiliar os navegantes em busca de ouro, índios e drogas do sertão.
            Em virtude destes atritos e para garantir a soberania portuguesa na região, foi construído em 1760 o Fortim de Nossa Senhora da Conceição, cuja fragilidade levou os espanhóis a tentar sua conquista.
            No governo de João Pedro da Câmara foi remodelado, mudando posteriormente o nome no governo de D. Luis Pinto de Souza Coutinho (1768-1771) para Forte Bragança.
            O Forte Príncipe da Beira, construído entre 1776-1783 no sistema Valban, tendo como engenheiros, Domingos Sambucette, que morreu de malária e foi substituído pelo Sargento-mor Ricardo Franco de Almeida Serra.
            Com uma área de 970 metros e muralhas com 10 metros de altura, contendo quatro baluartes com 14 canhões cada, totalizando 56 canhoneiras, representava a imponência portuguesa na região.
            Os baluartes denominavam-se Nossa Senhora da Conceição (voltado para o Oeste), Santa Bárbara (voltado para o sul) – adjacente ao rio Guaporé, Santo Antônio de Pádua (voltado para o Norte) e Santo André Avelino (voltado para o Leste).
As pedras para a construção foram obtidas no próprio local, a Cal em Belém do Pará, Albuquerque e Corumbá (MT), a artilharia veio de Lisboa via Belém do Pará, uns chegaram pela rota fluvial Amazonas-Madeira-Guaporé e outros pelas Amazonas-Tapajós-Guaporé.
            O primeiro comandante do Forte Príncipe da Beira, foi o Capitão de Dragões, José Melo da Silva Vilhena.
Com a decadência do Império Espanhol e a crise da mineração, o Forte Príncipe da Beira caiu no abandono. Foi redescoberto pelo Marechal Rondon e teve seu tombamento histórico em 30 de novembro de 1937.

Marcas do progresso


A BR-429, que liga Presidente Médice (BR-364) à Costa Marques está em fase de pavimentação, em muitos lugares o que se vê é um canteiro de obras a céu aberto, muitas máquinas, desvios e lama, muita lama.

A largada para o Forte

 
A aventura começou no dia 7 de setembro, duas XRE-300 e uma BMW 660, asfalto e muuuita poeira na ida, mas o pior estava no retorno...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vertígios Arqueológicos

Poucos instantes e com uma boa observação, é possivel encontrar vestígios arqueológicos, sejam pré-históricos (cerãmica) ou histórico (vidro), às margens do Rio Madeira, em breve tudo estará perdido, visto que fica na área de abrangencia da Usina de Santo Antônio.

Trilhas pela Usina de Santo Antonio


Domingo, 4 de setembro, uma bela trilha ao lomgo da antiga Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Uma agradável visita histórica é possível verificar o andamento das obras da Usina de Danto Antonio, maior empreendimento do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento.
Localizada em plena Bacia Amazônica, a Usina Hidrelétrica Santo Antônio exigiu seis anos de estudos que avaliaram detalhadamente aspectos ambientais, sociais e econômicos. A profundidade e a complexidade dos trabalhos estabeleceram novos parâmetros em análises de impactos ambientais para a instalação de hidrelétricas no Brasil.
O empreendimento está sendo construído em um trecho do rio Madeira onde está localizada a cachoeira do Santo Antônio, a cerca de 10 km de Porto Velho. O levantamento determinou as melhores formas de aproveitamento do potencial hidrelétrico do rio, em condições que respeitam o meio ambiente e as populações da região. No período de 2001 a 2007, foram investidos R$ 150 milhões nos estudos de engenharia, inventário, viabilidade e impactos (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental - EIA/Rima).
Participaram da elaboração instituições de diferentes setores: Universidade Federal de Rondônia (Unir), Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais (Ipepatro) e a Organização Não-Governamental CPPT-Cuniã.
O critério básico para a constituição do projeto foi o desenvolvimento de soluções de engenharia e equipamentos que produzissem os menores impactos socioambientais possíveis e, ao mesmo tempo, permitindo a maior capacidade de geração de energia.
Com potência instalada de 3.150,4 MW (megawatts), a Usina Hidrelétrica Santo Antônio está prevista para entrar em operação em 2011, atingindo plena capacidade, no máximo, em 36 meses após sua inauguração. Quando estiver operando a plena potência, a UHE produzirá mais de 19,5 milhões de MWh (megawatt-hora) por ano de energia elétrica - o que equivale a cerca de 4,3% da produção brasileira em 2007.
Considerado referência em construção de hidrelétrica de forma sustentável, o projeto envolve tecnologia de última geração - menos agressiva ao meio ambiente. É a primeira vez que uma usina de baixa queda (25 metros) é construída na bacia Amazônica. A UHE Santo Antônio contará com a tecnologia das turbinas bulbo, que permitem o aproveitamento da própria vazão do rio Madeira para a geração da energia, sem a necessidade de elevadas quedas d’água para mover as turbinas. Essa técnica permite a operação sem a necessidade de formação de um grande reservatório, diminuindo consideravelmente a área alagada - e reduzindo o impacto na floresta amazônica e nos ribeirinhos da localidade.
A UHE Santo Antônio irá atender a dois sistemas de transmissão: corrente contínua e alternada. No pico das obras, em 2011, deverão ser empregados diretamente cerca de 10.800 pessoas. Em dezembro de 2011, a usina hidrelétrica deve iniciar a operação com o funcionamento de duas das 44 turbinas.

Reservatório pequeno

Para o recebimento da licença de instalação (concedida pelo Ibama em 18 de agosto de 2008), foi determinada a redução da área a ser inundada. Isso foi possível porque a usina irá funcionar a "fio de água", graças às turbinas bulbo. Nesse sistema, as turbinas ficam deitadas e são movidas não por uma queda de água, mas pela correnteza, o que mantém constante a vazão e a velocidade do rio. De acordo com o projeto, o reservatório da UHE Santo Antônio terá uma área de 271 km².

UHE Santo Antônio - Informações Técnicas

  • Localização: Rio Madeira, a 10 Km de Porto Velho (RO)
  • Coordenadas geográficas: 08 48’04,0" S e 63 56’59,8" W
  • Distância da foz: 1.063 Km
  • Área de drenagem: 988.873 Km²
  • Nível de montante: 70 metros
  • Nível de jusante: 52,73 metros
  • Potência: 3.150 MW
  • Energia firme: 2.140 MW médios
  • Número de turbinas: 44
  • Tipo de turbina: Bulbo
  • Reservatório: 271 Km²
  • Interligação à Rede Básica (SIN): 500 kV, 5 km, circuito duplo
  • Prazo de geração da primeira unidade: 48 meses
  • Prazo de conclusão da instalação: 90 meses (7,5 anos)


sábado, 3 de setembro de 2011

Pedágio moderno

A aproximadamente 120 km, no trecho entre Humaitá e Apuí, no Amazonas, indios tenharins aproveitam a precariedade da estrada e a ausêcia do Estado para cobrar pedágio. Tenta questionar ou mostrar dinheiro superior ao o exigido, corre o risco de não prosseguir viagem.